EnfoqueEnergia - O Grupo EDP anuncia na próxima terça-feira, dia 1° de dezembro, os vencedores do concurso Arte de Fotografar, cujo tema é As pequenas coisas da vida, patrocinado pela EDP Bandeirante. A empresa selecionou 40 fotógrafos dos 998 fotógrafos não-profissionais que enviaram 3.642 fotos para a análisa da comissão julgadora. A cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores, que receberão prêmios em dinheiro que vão de R$ 1 mil a R$ 4 mil, acontecerá em Jacareí, no Museu de Antropologia Vale do Paraíba. Na mesma data acontecerá a abertura da exposição Arte de Fotografar, com os 40 trabalhos premiados. A exposição vai percorrer quatro dos 28 municípios cobertos pelo concurso.
EDP premia fotografia
Publicado 11/28/2009 r Prêmios e Concursos Deixar um ComentárioTags: EDP, Fotografia
R$ 400 mil para tecnologias sociais
Publicado 11/28/2009 r Prêmios e Concursos Deixar um ComentárioTags: Tecnologia Social
Petrobras - Na noite da última terça-feira, 24 de novembro, aconteceu em Brasília a cerimônia de entrega da 5ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Um valor total de R$ 400 mil foi entregue às oito propostas vencedoras, que como outros 114 projetos, foram avaliados por critérios como interação com a comunidade, possibilidade de reaplicação e, especialmente, pela efetiva transformação social, para conseguirem a certificação como Tecnologia Social. A Petrobras é parceira do Prêmio desde 2005.
Petrobras lança game para redes sociais
Publicado 11/28/2009 r Publicações & Cia Deixar um ComentárioTags: Petrobras, Podium Grand Prix
Petrobras - A tecnologia utilizada pela Petrobras para produzir o melhor combustível do país será levada para as pistas virtuais. A companhia lançou nesta sexta-feira, dia 27 de novembro, no Orkut e no Facebook, o jogo “Podium Grand Prix”. No game, os internautas podem disputar as corridas individualmente, convidar seus amigos nas redes sociais para jogar uma partida rápida ou criar torneios e desafiar diversos jogadores. O resultado dessa competição virtual reunirá as maiores pontuações em um ranking geral dos melhores competidores.
EDP investe R$ 1 milhão em prêmio de inovação
Publicado 11/27/2009 r Prêmios e Concursos Deixar um ComentárioTags: Inovação
EDP Brasil – A EDP no Brasil, empresa do Grupo EDP Energias de Portugal, lança a maior premiação da área de inovação no Brasil, com investimento total de R$ 1 milhão. O Prêmio EDP 2020 é lançado com o propósito de estimular o desenvolvimento de projetos inovadores no setor energético brasileiro, promovendo o empreendedorismo. O edital do prêmio será lançado oficialmente no primeiro trimestre de 2010. Poderão candidatar–se todos os empreendedores que apresentem projetos inovadores nas áreas de interesse definidas.
O prêmio estará focado no domínio das energias renováveis, das redes inteligentes, da mobilidade elétrica, da eficiência energética, da micro-geração, das cidades sustentáveis, e de outras áreas que marcam os novos paradigmas do setor energético.
Nos próximos dez anos devem-se registrar evoluções significativas nestes domínios, por isso, o prêmio aponta para o horizonte de 2020. Serão investidos R$ 100 mil anualmente na premiação pelos próximos dez anos. Até 2020, o Prêmio EDP 2020 terá aplicado R$ 1 milhão em novos negócios.
O Grupo EDP tem uma experiência mundial no desenvolvimento de projetos inovadores, que pretende aplicar no mercado brasileiro. A partir deste prêmio, as principais idéias inovadoras de empreendedores brasileiros serão encubadas até chegar efetivamente ao lançamento de um novo negócio. O impulso para deslanchar e ganhar mercado não virá apenas da premiação, mas há ainda a possibilidade de a EDP vir a colaborar ativamente nos novos projetos.
A decisão de desenhar a premiação teve como ponto de partida a previsível transformação dos atuais paradigmas do setor energético, para contribuir para o desenvolvimento sustentável do Brasil, permitindo o uso racional dos recursos escassos e a mitigação de impactos ambientais.
Esta iniciativa contará com o apoio técnico do Centro de Empreendedorismo da Fundação Getulio Vargas, que será parceira na seleção e no apoio à incubação de novos negócios.
O anúncio do projeto vencedor e a premiação ocorrerão na edição anual do Fórum de Inovação EDP, espaço de debate sobre este tema, cuja primeira edição ocorreu na tarde de ontem, 25 de novembro.
A ciência descobre Lobato
Publicado 11/26/2009 r Publicações & Cia Deixar um ComentárioTags: Monteiro Lobato
Agência FAPESP/Por Fábio Reynol – Uma das principais pesquisadoras da obra de Monteiro Lobato, Marisa Lajolo, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, conquistou o prêmio Jabuti em 2009 por meio de uma obra nascida no âmbito de um Projeto Temático da FAPESP.
Vencedor do maior prêmio literário brasileiro deste ano, na categoria não-ficção, Monteiro Lobato: livro a livro – Obra infantil deriva do projeto Monteiro Lobato (1882-1948) e outros modernismos brasileiros, que durou de 2003 a 2007.
O livro é resultado do trabalho de mais de 15 pesquisadores. Cada um analisou uma obra infantil de Lobato: como ela foi escrita, as influências que o autor recebeu e a evolução de cada edição revista pelo autor.
Para isso, eles se debruçaram sobre o acervo documental doado à Unicamp pela família de Lobato. São quase 2 mil itens que pertenceram ao autor, incluindo fotos, desenhos, livros, cartas e documentos editoriais e escolares.
Cada livro infantil de Lobato foi transformado em um capítulo da obra organizada por Lajolo e por João Luís Ceccantini, professor da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Assis.
A professora destaca que os direitos autorais do livro pertencem à Unicamp. “Achamos importante que os lucros fossem revertidos à instituição pública que tem o ônus da guarda do acervo do autor”, disse.
Grande parte dos documentos do acervo de Monteiro Lobato está disponível desde 2007 no site www.unicamp.br/iel/monteirolobato.
Em entrevista à Agência FAPESP, Marisa conta como foi a elaboração do livro e o que esse e outros trabalhos acadêmicos sobre Lobato têm revelado sobre o autor.
Agência FAPESP – Como surgiu a ideia do livro Monteiro Lobato: livro a livro, vencedor do Jabuti?
Marisa Lajolo – Em 2005 foi realizada uma jornada na Unicamp com os pesquisadores que trabalhavam com Monteiro Lobato e discutimos uma estrutura para o livro. A proposta foi reunir um conjunto de ensaios feitos sob encomenda e fazer um estudo relativo a cada uma de suas obras de literatura infantil. Essas obras conhecidas e lidas hoje são, geralmente, as edições definitivas que Lobato preparou em 1946 e 1947. O que mostramos é que cada obra teve inúmeras versões.
Agência FAPESP – Os livros de Lobato foram muito reescritos?
Marisa Lajolo – Muito. Isso é interessante e um dos bons resultados da pesquisa, porque mostra a imagem de um Lobato trabalhador da palavra, o que é um pouco o ofício do escritor. E enfraquece a imagem do artista como um ser excepcional, alguém inspirado que tem uma ideia genial e dela sai, imediatamente, uma obra-prima.
Agência FAPESP – Ou seja, muito mais transpiração do que inspiração.
Marisa Lajolo – Sim. Ou melhor, ele mostra que temos que ganhar inspiração na transpiração. Quando você tem uma ideia para escrever uma história, é preciso muito suor e trabalho para que essa ideia se transforme em um bom livro. Não é só sentar e escrever livremente o que vem à cabeça. A criatividade exige trabalho.
Agência FAPESP – As diferenças entre as primeiras versões e as finais são muito grandes?
Marisa Lajolo – São. Eu acho que uma das diferenças mais significativas é a simplificação da linguagem, a sua oralização. No começo, o estilo era muito mais pomposo. No fim, ficou bem mais coloquial. Há também outro ponto a destacar. Na primeira versão de O Saci, por exemplo, Lobato incluiu uma fada na história. A partir da segunda edição a fada desapareceu. É como se ele fosse estruturando a obra em torno de um imaginário brasileiro e enfraquecendo outros imaginários.
Agência FAPESP – Qual foi a influência dos leitores na produção do autor?
Marisa Lajolo – Quando organizamos a estrutura de nosso livro, sabíamos que entre o material do autor disponível na Unicamp havia cartas de leitores. E percebemos por meio das análises das diversas edições que ele levava muito a sério as opiniões do público.
Agência FAPESP – Como isso ocorria?
Marisa Lajolo – Sobretudo, os leitores corrigiam erros das primeiras edições. Por exemplo, em O garimpeiro do rio das Garças estava que determinado rio era em um Estado brasileiro. Aí, um leitor escreveu dizendo “esse rio não é lá, é em outro lugar”. Então, na segunda edição, ele corrigiu, o que é fantástico porque mostra um escritor realmente muito antenado com seus leitores. Isso está gerando uma nova linha de pesquisa em uma área mais ampla de literatura infantil que é a importância do estudo da correspondência de leitores para autores. A tradição é o estudo da correspondência entre autores, mas agora estamos trabalhando com as cartas de leitores anônimos e a influência que elas têm sobre o escritor.
Agência FAPESP – Poderia destacar alguns novos estudos que têm sido feitos sobre Lobato?
Marisa Lajolo – No início de dezembro, Thaís Albieri, que é bolsista da FAPESP, defende sua tese de doutorado na Unicamp sobre a correspondência do Monteiro Lobato com os argentinos. Essas cartas mostram, de novo, um Lobato muito batalhador. Com o escritor argentino Manoel Gálvez, por exemplo, ele montou estratégias para a difusão da leitura e do livro na Argentina e no Brasil, o que é muito interessante. Outra aluna da Unicamp, também bolsista FAPESP, fez um paralelo entre a correspondência dos leitores do Lobato, que morreu em 1948, e a correspondência de estudantes com os escritores contemporâneos Ana Maria Machado e Pedro Bandeira. O trabalho mostra que, à medida que o tempo passa, a escola vai se apropriando da ideia de o aluno escrever carta para o autor. Então há, digamos assim, uma “escolarização” do gênero.
Agência FAPESP – As cartas para escritores viraram trabalho escolar?
Marisa Lajolo – A correspondência se tornou um produto que tem uma importância grande para questões educacionais, porque se debruça sobre a prática escolar e o que se faz com a leitura na sala de aula. Algo que não era previsto no começo.
Agência FAPESP – Essa prática faz o aluno se sentir coautor da obra?
Marisa Lajolo – Exatamente, ele se sente mais ou menos coautor. Na correspondência do Lobato é quase comovente a forma pela qual as crianças se mostram envolvidas pelas histórias. E também são interessantes as respostas do autor, é como se ele se tornasse criança. Para uma menina ele diz, por exemplo, “eu li a sua carta lá no Sítio do Pica-Pau Amarelo, e a Emília mandou dizer para você que…” Ou seja, ele entra na brincadeira.
Agência FAPESP – Lobato manteve muitos correspondentes infantis?
Marisa Lajolo – Ele recebia muitas cartas de crianças. Raquel Afonso da Silva é uma pesquisadora que trabalha exaustivamente essa correspondência de Monteiro Lobato. Em Monteiro Lobato: livro a livro há vários capítulos com transcrições de cartas de crianças e também cartas do escritor para elas. Percebemos que, com isso, ele desenvolvia uma espécie de antena em que auscultava o que o público gostava, para onde queriam que ele fosse.
Agência FAPESP – Ele atendia os pedidos?
Marisa Lajolo – Alguns sim. Mas o interessante é que crianças propondo temas para livros também ocorre com autores contemporâneos, como Pedro Bandeira. É uma constante. É, por exemplo, o leitor que gostou da obra e quer ver a sua cidade, ou a sua rua, ou a sua escola na obra, ou até ele mesmo como personagem do livro. E, de vez em quando, Lobato fazia uma brincadeira nesse sentido. Em um de seus livros há uma cena em que várias pessoas visitam o sítio e ele colocou nos visitantes nomes de uma porção de pessoas que lhe escreveram cartas.
Agência FAPESP – Os estudos sobre Lobato e sua obra têm aumentado nos últimos anos. Como explicar esse interesse crescente pelo autor?
Marisa Lajolo – A primeira razão, na minha opinião, é a grande expansão da pós-graduação no Brasil. Há também, atualmente, uma tendência de que os cursos de graduação peçam trabalho de conclusão de curso e Lobato é um nome muito forte no Brasil. O relançamento de suas obras em 2007 pela Editora Globo o trouxe novamente à mídia. Houve também a divulgação dos resultados de nosso Temático pela Agência FAPESP, além do importante apoio da Unicamp ao projeto. Tudo isso colaborou para que houvesse uma intensificação do interesse pelo Lobato.
Agência FAPESP – Que outros resultados teve o Projeto Temático Monteiro Lobato (1882-1948) e outros modernismos brasileiros?
Marisa Lajolo – Podemos destacar certamente os prêmios que esse livro recebeu, uma vez que essa obra foi feita dentro do Temático. E também o trabalho e a formação dos alunos. De todos que participaram, só faltam dois alunos defenderem seus doutorados feitos no âmbito do projeto. Cada capítulo do livro que escrevemos foi feito por um aluno de mestrado ou de doutorado que trabalhou com a obra ou com o tema de que se ocupa o capítulo. Também há um capítulo feito por mim e outro feito pelo Ceccantini.
* Título: Monteiro Lobato (1882-1948) e outros modernismos brasileiros?
* Organizadores: Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini
* Editora: Unesp e Imprensa Oficial
* Páginas: 512
* Preço: R$ 62
* Mais informações: www.editoraunesp.com.br/titulo_view.asp?IDT=949
3º Congresso Brasileiro de Pesquisadores em Comunicação e Política
Publicado 11/24/2009 r Comunicação Deixar um ComentárioTags: Novas mídias
O 3º Congresso Brasileiro de Pesquisadores em Comunicação e Política será realizado de 9 a 11 de dezembro na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na capital paulista. A conferência de abertura será feita por José Luís Dader, da Universidad Complutense de Madrid, na Espanha.
O congresso terá duas mesas-redondas. A primeira terá o tema “Novas mídias: o que muda na política?” e contará com Rousiley Maia (Universidade Federal de Minas Gerais), Maria Helena Weber (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Sérgio Amadeu (Faculdade Cásper Líbero) e Wilson Gomes (Universidade Federal da Bahia). A mediadora será Vera Lucia Michalany Chaia (PUC-SP), coordenadora geral do congresso.
A segunda mesa-redonda terá o tema “Jornalismo político, pluralismo e democracia”. Participarão Afonso de Albuquerque (Universidade Federal Fluminense), Ariel Jerez (Universidad Complutense de Madrid), Fernando Latman-Weltman (Fundação Getulio Vargas) e Mauro Porto (Universidade Tulane, Estados Unidos), com mediação de Fernando Antônio Azevedo (Universidade Federal de São Carlos).
Mais informações: www.pucsp.br/compolitica
Fonte: Agência FAPESP
Governo quer zerar municípios sem biblioteca até junho de 2010
Publicado 11/22/2009 r Estudos & Pesquisas Deixar um ComentárioTags: Retratos da Leitura no Brasil
Três em cada quatro brasileiros não frequentam bibliotecas. Para reverter este quadro, ampliar o acesso ao livro e formar novos leitores, o Ministério da Cultura aposta na construção e modernização de bibliotecas municipais. A meta, segundo o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, é zerar, até junho de 2010, o número de municípios sem biblioteca. Desde 2004, 1,2 mil foram implantadas. Mais mil foram modernizadas nos últimos dois anos, disse.
“Um acervo desatualizado e pouco atraente não ajuda. É preciso transformar as bibliotecas em espaços culturais, fazer do cartão da biblioteca um passaporte para o universo literário, e não mantê-las como meros depósitos de livros”, afirmou Fabiano dos Santos.
A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com 5.012 pessoas em 311 municípios em 2007, revela que o brasileiro não frequenta bibliotecas. Esta foi a resposta dada por 73% dos entrevistados, que representam 126 milhões de pessoas. Os argumentos vão desde a falta de interesse ou hábito pela leitura (24%) à ausência de uma biblioteca próxima (16%). Mesmo os leitores não têm o hábito de ir à biblioteca, como afirmaram 58% dos entrevistados, que representam 55 milhões de brasileiros.
Por outro lado, 52,8 milhões ou 55% dos leitores entrevistados informaram que, além de emprestar livros, usam as bibliotecas como ambiente de pesquisa e estudo. Já 15,9 milhões de brasileiros leitores ou 17% dos entrevistados vão às bibliotecas para ler por prazer.
Para atingir a meta de zerar o número de municípios sem biblioteca, o governo federal contratou a Fundação Getulio Vargas para fazer um mapeamento. O problema, de acordo com o diretor do Livro, Leitura e Literatura do MEC, é que nem todas as administrações municipais são parceiras. “Depois de uma eleição, é comum ver a antiga biblioteca da cidade transformada em posto de saúde”, afirmou Fabiano dos Santos.
Fonte: Agência Brasil, Lísia Gusmão
Brasileiro lê um livro por ano, revela pesquisa
Publicado 11/22/2009 r Estudos & Pesquisas Deixar um ComentárioTags: Retratos da Leitura no Brasil
Um levantamento do Instituto Pró-Livro confirma que o brasileiro lê pouco. São 77 milhões de não leitores, dos quais 21 milhões são analfabetos. Já os leitores, que somam 95 milhões, leem, em média, 1,3 livro por ano. Incluídas as obras didáticas e pedagógicas, o número sobe para 4,7 – ainda assim baixo. Os dados estão na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com 5.012 pessoas em 311 municípios de todos os estados em 2007.
“O livro é pouco presente no imaginário do brasileiro”, explica o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a população lê, em média, 11 livros por ano. Já os franceses leem sete livros por ano, enquanto na Colômbia, a média é de 2,4 livros por ano. Os dados, de 2005, são da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que integram o Instituto Pró-Livro.
Detalhes dos hábitos do brasileiro relacionados ao livro, revelados na pesquisa, atestam esta afirmação. O levantamento considera como não leitores aqueles que declararam não ter lido nenhum livro nos últimos três meses, ainda que tenha lido ocasionalmente ou em outros meses do ano.
Entre os leitores, 41% disseram que gostam muito de ler no tempo livre, enquanto 13% admitiram que não gostam. Também entre os 95 milhões de leitores brasileiros, 75% disseram que sentem prazer ao ler um livro, mas 22% sustentaram que leem apenas por obrigação.
Com as estatísticas nas mãos, Fabiano dos Santos diz que há dois caminhos a percorrer para fazer do Brasil um país de leitores: ampliar o acesso ao livro e investir na formação de leitores.
A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil sugere que a maior influência para a formação do hábito da leitura vem dos pais, o que explica o fato de que 63% dos não leitores informaram nunca terem visto os pais lendo.
Por outro lado, o levantamento sugere que o hábito de ler é consolidado na escola e quanto maior o nível de escolaridade, maior o tempo dedicado à leitura. Entre os entrevistados com ensino superior, há apenas 2% de não leitores e 20% disseram que dedicam entre quatro e dez horas por semana aos livros. Este índice cai para 12% entre estudantes do ensino médio.
“É em casa e na escola, que os leitores são formados. Depois dos pais, os professores são os maiores incentivadores, mas poucos têm a experiência da leitura. E, neste caso, fazer do aluno um leitor é uma mágica”, diz o diretor do Livro do Ministério da Cultura.
O professor de Literatura Dilvanio Albuquerque considera que o desinteresse do brasileiro pelos livros não pode ser atribuído apenas à família e à escola. “O problema é mais amplo. Não podemos falar que a culpa é da instituição, seja ela familiar ou escolar, porque, na verdade, o problema é cultural”.
Para o professor, até entre os universitários, o hábito da leitura não é comum, inclusive nos cursos em que o contato com a escrita é fundamental. “Normalmente a universidade não oferece um bom acervo. Moramos em um país em que os livros são caros e de difícil acesso”, disse.
Fonte: Lísia Gusmão, da Agência Brasil
Twitter de Itaipu é nova fonte de informações
Publicado 11/21/2009 r Publicações & Cia Deixar um ComentárioTags: Itaipu
O blecaute da última terça-feira (10) transformou o modo como Itaipu se comunica com a imprensa e informa a opinião pública. A usina, que até então adotava o portal de internet e os press-releases (textos informativos enviados por e-mail para veículos de comunicação) como suas únicas ferramentas de comunicação, aproveitou a oportunidade para lançar um perfil oficial no Twitter (twitter.com/usina_itaipu), estratégia de sucesso comprovado por números e pela opinião dos internautas.
Desde que foi criada, na madrugada de quarta-feira (11), a página de Itaipu no Twitter já teve mais de 460 mil visualizações e foi acessada por aproximadamente 150 mil leitores únicos. Além disso, mais de 2,5 mil internautas estão cadastrados como seguidores do perfil de Itaipu e recebem todas as informações divulgadas pela empresa.
Fonte: Itaipu
Para efeito de comparação, a Prefeitura de Curitiba, também presente no Twitter, soma cerca de 800 seguidores.
“A ideia de criarmos o Twitter de Itaipu já existia, mas acabamos antecipando a iniciativa por ocasião do blecaute. Tomamos a decisão pouco depois da meia-noite como uma forma de facilitar o fluxo de informações com a imprensa e poder atender adequadamente todos os jornalistas que nos procuravam”, explica o jornalista Gilmar Piolla, superintendente de Comunicação Social, que teve o seu telefone celular congestionado por dezenas de ligações nas primeiras horas que se seguiram ao blecaute.
A estratégia funcionou. Pela manhã, os grandes portais publicavam em manchete as informações divulgadas pelo Twitter oficial de Itaipu. O que era para ser uma ferramenta de comunicação com a imprensa, no entanto, logo caiu no gosto dos internautas, que rapidamente descobriram o perfil oficial de Itaipu e passaram a segui-lo em busca de informações oficiais.
No primeiro dia de existência, o perfil da usina teve 97% de suas mensagens retransmitidas pelos leitores para outros contatos, o que demonstra a aceitação do conteúdo divulgado. Além de se manterem informados, os internautas passaram a usar a ferramenta para esclarecer dúvidas sobre o blecaute e a operação de Itaipu. “Para nós, a adesão do público foi uma surpresa. Não esperávamos essa repercussão”, admite Piolla.
Por meio do Twitter, Itaipu teve condições de esclarecer o público sobre um tema espinhoso, de difícil entendimento, que costuma gerar interpretações equivocadas na imprensa. “O funcionamento do setor elétrico é algo de complexo entendimento. Com o Twitter, criamos um canal direto com o público, que passou a nos questionar e nos tomou como fonte confiável de informações”, observa o superintendente de Itaipu.
Ao longo da quarta-feira, o Twitter de Itaipu chegou a ser o terceiro mais acessado do mundo. A estratégia de comunicação da empresa também virou tema de reportagens em veículos como O Globo (http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/11/11/twitter-divide-com-radio-funcao-de-centro-de-informacao-durante-apagao-ate-usina-de-itaipu-cria-conta-914701212.asp) e revista Veja (http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/internautas-discutem-pelo-twitter-apagao-atingiu-pais-511407.shtml), entre outros.
Interesse - Além da corrida ao Twitter de Itaipu, o site da empresa também registrou visitação recorde em função do blecaute. O portal de Itaipu na internet recebeu mais de 31 mil visitantes na quarta-feira, 10 vezes a visitação média observada em dias comuns. Já o acesso ao JIE atingiu a marca de 4,7 mil visitantes únicos, o dobro da média diária (considerando-se apenas os acessos externos).
Ceron ganha destaque por transparência
Publicado 11/21/2009 r Prêmios e Concursos , Publicações & Cia Deixar um ComentárioTags: Ceron, Contabilidade
A Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) – uma empresa do Sistema Eletrobrás – e seu gerente de Contabilidade, Raimundo Nonato Nunes do Nascimento, receberam o Prêmio Qualidade da Transparência Contábil 2008, durante o XV Encontro Nacional dos Contadores do Setor Elétrico. O evento, realizado em Fortaleza entre 6 e 11 de novembro, é promovido pela Associação Brasileira dos Contadores de Energia Elétrica (Abraconee) e reuniu mais de 500 profissionais do setor.
A publicação das demonstrações contábeis da Ceron em 2009, relativas ao ano passado, foi considerada a melhor na categoria “empresa de capital fechado de pequeno porte”. Outras vencedoras foram Copel (melhor empresa de grande porte), Cemig (melhor empresa de capital aberto) e Rede Energia (melhor grupo de empresas). Para chegar ao resultado final, a Abraconee e a UFRJ avaliaram mais de 170 empresas.
Fonte: Eletrobrás


