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Prêmio para a Intranet da Eletrobrás

A Eletrobrás recebeu dois troféus na edição de 2009 do Prêmio Intranet Portal. A empresa foi a vencedora nas categorias “Conteúdo” e “Grand Prix – Empresa Pública/Terceiro Setor”. Promovido pelo Instituto Intranet Portal e pelo Senac-SP, nos dias 12 e 13 de novembro, no Centro de Convenções do Centro Universitário Senac (campus Santo Amaro), em São Paulo, o evento de premiação, um dos mais importantes da área no mundo corporativo brasileiro, tem o objetivo de disseminar boas práticas de gestão de intranet e portais corporativos,

A entrega dos troféus foi realizada na quinta-feira (12). Após a cerimônia de premiação, a Eletrobrás apresentou o estudo de caso detalhado sobre a sua intranet (foto), desenvolvida em parceria pelo Departamento de Tecnologia da Informação e pela Assessoria de Comunicação.

Na sexta-feira (13), no segundo dia do evento, a Eletrobrás fez uma apresentação focada no conteúdo e na gestão de informação da sua intranet. Os demais vencedores do prêmio foram o banco Itaú (na categoria “Integração em TI”) e a empresa de prestação de serviços de consultoria e soluções tecnológicas Documentar (nas categorias “Colaboração” e “Grand Prix – Empresa Privada”).

Segundo o presidente do Instituto Intranet Portal, Ricardo Saldanha, em 2009 a premiação teve um acréscimo de 50% no número de empresas participantes. “Estamos muito satisfeitos com os resultados desta edição. Em relação ao ano passado, houve melhora na média das notas em todos os quesitos, o que mostra um amadurecimento do mercado”, analisou Saldanha.

Fonte: Eletrobrás

Livro reúne cartas de Charles Darwin

No ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento de Charles Darwin (1809-1882) e os 150 de A Origem das Espécies, o público brasileiro pode conhecer outras facetas do naturalista inglês no livro A Evolução: Cartas seletas de Charles Darwin (1860-1870), que acaba de ser lançado pela Editora da Unesp.

A correspondência com amigos, admiradores e críticos proporciona um panorama de uma fase particularmente intensa na vida do cientista, que se seguiu à publicação de seu principal trabalho.

Esse é o segundo volume de cartas publicado pela editora – em seguida ao Origens – Cartas seletas de Charles Darwin (1822–1859) – e mostra o método de trabalho do cientista e o desenvolvimento de seu pensamento desde a época em que era estudante.

A correspondência foi reunida pelo norte-americano Frederick Burkhardt (1912-2007), fundador e editor geral do Darwin Correspondence Project.

A seleção de textos permite ainda descobrir como Darwin era visto por seus contemporâneos, não só amigos mais próximos mas também por contestadores, como os debates que travou com Thomas Huxley e o bispo de Oxford, entre outros.

Título: A Evolução: Cartas seletas de Charles Darwin (1860-1870)
Autor: Frederick Burkhardt
Tradução: Alzira Vieira Allegro
Lançamento: 2009
Preço: R$ 59

Mais informações: www.editoraunesp.com.br/

Fonte: Agência FAPESP

Infraestrutura e conjuntura atual

A Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib) estima que o país precisa investir, ao longo dos próximos 10 anos, cerca de R$ 104 bilhões, por ano, na área de infra-estrutura para remover os gargalos na estrada do desenvolvimento econômico. Os caminhos apontados pela entidade para chegarmos lá estão no Relatório Infraestrutura: ainda mais importante na atual conjuntura, que aborda pontos como Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), concessões, arcabouço regulatório, meio ambiente, Copa 2014, crédito e infraestrutura. Acesse o relatório.

CNPq lança edital para Pesquisas Ecológicas de Longa Duração

Com o objetivo de apoiar a continuidade das pesquisas já estabelecidas e ampliar o número de sítios apoiados pelo Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lança Edital para a seleção pública de propostas.

A investigação dos padrões de funcionamento dos ecossistemas e impactos causados pelas perturbações antrópicas e mudanças globais devem compor uma rede de sítios de pesquisa distribuídos nos diversos ecossistemas brasileiros e a formação de um banco de dados.

São cerca de R$ 5 milhões liberados em três parcelas, uma por ano em 2009, 2010 e 2011. Os projetos terão o valor máximo para gastos de R$ 340 mil, exceto uma única proposta que será responsável pelo desenvolvimento e gestão do banco de dados que receberá até R$ 160 mil.

O proponente deve ter título de doutor; ter currículo cadastrado e atualizado na Plataforma Lattes; ser um líder de excelência científico-tecnológica, com experiência de pelo menos cinco anos em pesquisas na área do projeto; ser obrigatoriamente o coordenador do projeto; ter vínculo empregatício/ funcional com a instituição de execução.

Os biomas e ecossistemas contemplados são a Amazônia; Mata Atlântica; Caatinga; Florestas Subtropicais; Cerrados; Campos e Campos de Altitude; Pantanais e Áreas Alagáveis; Restingas, Dunas e Manguezais; Estuários e Zonas Costeiras; Águas Oceânicas e Águas Continentais. As propostas devem ser encaminhadas exclusivamente por meio do Formulário de Propostas On line , disponível na Plataforma Carlos Chagas , até 23 de novembro.

Os projetos devem conter objetivos claramente alinhados com pelo menos três temas. Fluxo de energia e produtividade primária; Dinâmica de nutrientes; Conservação da diversidade biológica; Dinâmica de populações e organização de comunidades e ecossistemas; Padrões e frequência de perturbações naturais e impactos antrópicos e seus efeitos sobre populações, comunidades e ecossistemas; Restauração de ecossistemas; Ecologia de espécies invasoras; Eco-hidrologia; Eco-epidemiologia; Valoração de serviços ambientais e Educação ambiental compõem o leque temático.

Sítios - Na constituição de sítios devem ser observados o fornecimento de respostas às necessidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação sobre a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais; o fortalecimento da interação entre grupos de pesquisas sobre conservação e manejo da biodiversidade e processos ecológicos de longo prazo.

Deve observar ainda a criação de bancos de dados de longo prazo sobre a dinâmica de populações, comunidades e ecossistemas, com livre acesso ao público; a promoção de comprometimento institucional para manutenção dos sítios e o estímulo à parcerias entre grupos de pesquisa e com programas de pós-graduação e a ampliação da formação de recursos humanos capacitados em pesquisas ecológicas de longa duração, dentre outros. Veja o edital.

Fonte: CNPq

Pré-sal em destaque

O Caderno Destaques, edição setembro/outubro de 2009, traz uma síntese do novo marco regulatório para a exploração de petróleo e gás nos campos do pré-sal. A publicação, feita pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, também mostra a íntegra do discurso do presidente Lula de quando o pré-sal foi anunciado. Veja a publicação, clicando aqui

Catálogo para a indústria naval

A Organização da indústria do Petróleo (Onip) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançaram o Catálogo Navipeças, portal de divulgação e relacionamento integrado por fornecedores nacionais destinado a contratantes globais da indústria naval. O catálogo visa apresentar as empresas capacitadas para fornecimento de bens e serviços utilizados da proa a popa dos navios. O documento traz informações sobre cerca de 1.800 itens demandados por esta indústria, efetivando assim a contribuição destas entidades ao incremento do conteúdo nacional nos empreendimentos da indústria naval. Acesse o catálogo, no endereço
http://www.onip.org.br/arquivos/lancamentonavipecas.pdf.

Bioetanol: prefácio do professor José Goldemberg, da USP

Petróleo, gás natural e seus derivados representam 55% do consumo mundial de energia. São esses combustíveis que permitem a existência dos meios de transporte rápidos e eficientes que temos hoje, bem como boa parte das atividades industriais. Lamentavelmente,eles não vão durar mais do que algumas décadas: como combustíveis fósseis, as suas reservas são finitas, a segurança de abastecimento é problemática para os muitos países que os importam e o seu uso é a principal fonte dos gases que estão provocando mudanças climáticas e o aquecimento global.

É preciso, pois, encontrar substitutos para esses combustíveis. Nada mais racional do que produzi-los com base em matéria orgânica renovável (biomassa), da qual, no passado distante, os combustíveis fósseis foram produzidos pela natureza. Uma das opções é o etanol, um excelente substituto para a gasolina, o principal combustível usado
em automóveis no mundo.

No Brasil, o etanol, produzido da cana-de-açúcar, já substitui hoje metade da gasolina que seria consumida e seu custo é competitivo sem os subsídios que viabilizaram o programa no seu início. Isso foi conseguido em cerca de 30 anos a partir da criação do Proálcool, programa lançado no país em meados da década de 1970 para reduzir a dependência da importação de petróleo. Considerações econômicas da indústria do açúcar também pesaram no estabelecimento do programa, porém preocupações de caráter ambiental e social não tiveram um papel significativo na ocasião.

Nos Estados Unidos, grande produtor mundial de etanol com base no milho, o programa é mais recente e suas justificativas são a eliminação de aditivos na gasolina e a redução das emissões de gases que provocam o aquecimento global. Nos países da Europa Ocidental, o etanol produzido do trigo e da beterraba também é usado.
Nesses países, o custo do etanol é duas a quatro vezes mais elevado do que no Brasil e subsídios internos e barreiras alfandegárias protegem as indústrias locais, impedindo a importação de etanol do Brasil.

Isso tem criado resistências de alguns grupos, que associam o etanol (e o biodiesel,produzido em quantidades menores) a um falso dilema, que é o da produção de alimentos versus combustíveis. Esse argumento não se sustenta quando nos damos conta de que a
produção de etanol no mundo, de cerca de 50 bilhões de litros por ano, usa 15 milhões de hectares de área, ou seja, 1% da área em uso pela agricultura no mundo, que é de 1,5 bilhão de hectares.

Argumentam esses grupos também que, na realidade, o uso de etanol não reduz as emissões de gases de efeito estufa, o que é totalmente incorreto no que se refere ao etanol da cana-de-açúcar. Esse é, de fato, praticamente renovável, uma vez que o bagaço da cana supre toda a energia necessária para a fase industrial da produção do etanol. A situação dos Estados Unidos é menos confortável porque a produção do etanol exige o uso de energia que vem quase toda do carvão. Pode-se dizer que o etanol do milho é, na realidade, carvão convertido em etanol, ao passo que no Brasil ele é quase inteiramente de energia solar.

A expansão da cultura da cana-de-açúcar e do milho envolve mudanças no uso do solo, o que pode implicar a emissão de gases de efeito estufa se a expansão resultar em desmatamento, o que não é o caso do Brasil, onde a expansão está ocorrendo sobre
pastagens. De qualquer forma, esse é um problema geral de agricultura em expansão e não um problema da produção de etanol (ou biodiesel). Se há, aqui, um dilema, ele poderia ser denominado de produção de alimentos versus mudanças climáticas.

O que se pode chamar de “solução brasileira para os problemas dos combustíveis fósseis” – o uso do etanol de cana-de-açúcar para substituir a gasolina – não é exclusivo do nosso país e está sendo adotado em outros países produtores de cana-de-açúcar (dos quais existem quase cem no mundo), como Colômbia, Venezuela, Moçambique e ilhas Maurício.

Essas e outras questões são analisadas a fundo neste livro, que descreve as características biológicas da cana-de-açúcar como planta, as técnicas de produção do álcool e os seus co-produtos, como bioeletricidade, apresentando o “estado da arte” do que é chamado de “tecnologias de primeira geração”.

Há, ainda, uma discussão das “tecnologias de segunda geração” para a produção de etanol com base na celulose de quaisquer outros produtos agrícolas (inclusive de cana-de-açúcar), bem como tecnologias de gaseificação de biomassa. A sustentabilidade social e ambiental de produção do etanol é também discutida.

A leitura deste livro certamente dissipará vários mitos que se formaram em torno do grande e promissor programa de etanol no Brasil e sua potencial expansão no mundo.

Veja o endereço do livro: www.bioetanoldecana.org

Retrato do bioetanol

Um retrato do setor de bioetanol no país. Esta é a principal proposta do livro Bioetanol de cana-de-açúcar – Energia para o desenvolvimento sustentável, publicado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Elaborado pelo professor Luiz Augusto Horta Nogueira, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), o livro está baseado em pesquisas feitas por cerca de 30 especialistas. O principal objetivo do livro é desenvolver um trabalho científico para subsidiar o diálogo internacional visando à construção de um mercado mundial de etanol. O livro está disponível no endereço: www.bioetanoldecana.org.

O livro traça um panorama da produção do etanol de cana-deaçúcar no Brasil e no mundo, além de apresentar o etanol como commodity energética e o Brasil como principal fornecedor de produtos e de soluções para o setor. Os autores levaram em conta a preocupação com a análise das políticas atuais de apoio ao desenvolvimento de biocombustíveis, por meio de uma análise cuidadosa de seus impactos em termos de mudança de uso da terra, padrões de investimento, emissões de gases de efeito estufa, fluxos de comércio e segurança alimentar.

Um retorno às usinas botox

A Synergia Editora lança, no dia 11 de novembro, em São Paulo, o livro Aspectos Regulatórios e Financeiros nos Leilões de Energia Elétrica, escrito por Erik Eduardo Rego. O lançamento acontecerá na Livraria Cultura – Bourbon Shopping Paulista, às 19:30. A livraria fica na rua Turiassú, 2100, Perdizes. capa erik

No livro, o autor analisa a história dos projetos hidrelétricos batizados pelo mercado de botox, da sua origem em 1998 ao desfecho em 2007. Essas usinas faziam parte de um conjunto de projetos antigos cuja energia foi vendida como nova nos leilões promovidos pelo governo. O autor traz, à tona, as duas reformas setoriais, pelas quais passou esse empreendimento energético, cujo estudo ratifica a relevância da energia para o desenvolvimento social deste país.

Fundamentos para um projeto estratégico

Darc Costa, no livro Fundamentos para o Estudo da Estratégia Nacional, publicado pela Editora Paz e Terra, apresenta os fundamentos para a formulação de um projeto estratégico para que o Brasil se torne uma nação desenvolvida, em uma América do Sul igualmente próspera e democrática. Conjugando o conhecimento filosófico, histórico e estratégico do autor, o livro oferece aos leitores um panorama da formação histórica do Brasil, e examina os principais temas do Estado e das relações entre centro e periferia no mundo globalizado. O autor aborda ainda questões centrais para o desenvolvimento, a saber: educação, energia, defesa, integração sulamericana, segurança, entre outros, relacionando-os às questões e desafios do cenário geopolítico mundial.

O autor investiga em detalhes a relação do Brasil com seus vizinhos sul-americanos, acreditando que o processo de integração dos países da América do Sul constitui-se hoje como um dos maiores desafios para um projeto de estratégia nacional bem-sucedido. Acreditando no processo dialético da História, Darc Costa lança mão de exemplos clássicos de países que conseguiram superar o subdesenvolvimento e, numa dinâmica de transformação irreversível, converteram-se em potências econômicas mundiais, erradicando o analfabetismo e a pobreza, e colocando-se na dianteira do progresso tecnológico e social.

Fonte: Editora Paz e Terra

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Julio Santos

É jornalista formado pela Universidade Federal Fluminense. Com 16 anos de experiência, desenvolve trabalhos editoriais para produção de livros, revistas, jornais, boletins informativos, sites na internet e newsletters, além de cuidar da produção de cursos e eventos. Atua há nove anos no setor.

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